Coluna da Li


"Este espaço é reservado para historinhas, contos,
crônicas, e tudo que eu inventar, ou quiser dizer de forma divertida."


19/11/2012

A Jovem Inteligente

     Era uma vez, um rei que adorava apostas. Ele gostava tanto de enigmas que, quando precisava punir um de seus súditos, propunha uma adivinhação e dava ao prisioneiro três dias para decifrá-la. Se a resposta fosse correta, o homem era absolvido; caso contrário, ele conheceria a misteriosa e assustadora sala de punições.
    Dois amigos moravam numa aldeia. Larbi, o oleiro, era alto e magro, de natureza calma e discreta. Viúvo, ele cuidava apenas da filha Houria, famosa pela beleza e por sua vivacidade de espírito.
     O segundo, Hassan, o vendedor de óleo, era pequeno, gorducho e jovial, e às vezes sua língua era mais rápida que seu pensamento.
     As lojas dos dois amigos ficavam uma de frente para a outra, numa rua tão estreita que eles podiam ficar conversando enquanto trabalhavam.
     Certa noite, Hassan foi tomar chá com seus amigos. A discussão estava bastante animada. Eles falavam sobre o rei quando Hassan, um pouco empolgado por todas aquelas palavras e pelo calor morno da noite de verão, declarou:
     -Não tenho medo do rei! Se quiser, ele pode me chamar que não abaixarei meus olhos diante dele!
     As palavras voaram, deram piruetas e, de boca em boca, de beco em beco, acabaram chegando aos ouvidos do rei.
     Logo que o sol se levantou, o rei mandou chamar Hassan e lhe comunicou:
     -Já que você vive se gabando de não ter medo de mim, terá que desvendar um enigma. E dou três dias para que você me tragaa resposta correta. Senão, vai direto para a sala de punições! Há três vasos, o primeiro está vazio e rachado, o segundo está meio cheio com água fresca, e o terceiro está cheio. Do que se trata?
     Hassan voltou para casa. Pensou e repensou a frase do rei, mas nada de encontrar o significado oculto. Lamentou ter sido tão arrogante. Mas, envergonhado, não diz nada para ninguém.
     Houria, no dia seguinte, percebe a expressão triste de Hassan e pede a seu pai:
     -Tente escobrir por que seu amigo está tão chateado.
     Larbi procura Hassan, que finalmente revela tudo:
     -Talvez minha filha possa ajudá-lo! -consola-o Larbi.
     -Ninguém consegue desvendar esse enigma!
     E Hassan começa a chorar feito criança. Assim que Larbi conta o enigma à filha, Houria não precisa de muito tempo para decifrá-lo:
     -A resposta é muito simples: o vaso vazio e rachado simboliza aquele que não gosta de receber visitas, nem de ser convidado. O vaso meio cheio representa aquele que gosta de ser convidado, mas não gosta de receber. Quanto ao terceiro, transbordando de água fesca, é a imagem daquele que gosta de receber e ser recebido. Aprender a receber e a oferecer ao mesmo tempo: esse é o significado do enigma.
     No terceiro dia, Hassan, tremendo, repete as palavras de Houria ao rei, que desconfia:
     -Quem foi que lhe soprou a resposta correta?
     -Ninguém, meu rei! Eu mesmo a encontrei!
     -Deixe de mentira ou mando você agora mesmo para a sala de punições! Responda-me, quem?
     E Hassan conta sobre a esperteza de Houria, sobre sua inteligência e beleza.
     Alguns dias depois, um rico mercador chega à aldeia, de chapéu e casaco. Ele procura Larbi e pede que ele o hospede em sua casa. Larbi o acolhe, eles conversam e, a certa altura, o mercador diz:
     -Gostaria de pedir a mão de sua filha.
     -Como você sabe que eu tenho uma filha? Eu não conheço você!
     -Foi seu amigo Hassan quem me falou dela, exaltando sua beleza e inteligência!
     -Ela casará com você... se quiser! Minha falecida mulher casou-se comigo por amor e eu jurei a ela que Hourias se casaria com o homem que ela mesma escolhesse.
     Então, o mercador é apresentado a Houria. Eles falam sobre vários assuntos, os encontros se repetem, as conversas ficam cada vez mais longas, murmuradas e, finalmente seduzida, Houria aceita o pedido de casamento.
     Ele se levanta, retira seu chapéu e diz:
     -Você não faz ideia de quem eu sou? Eu sou o rei! Caso-me com você com a condição de que você nunca mais se intrometerá nos meus negócios! Senão, a rejeitarei!
     O casamento foi a maravilha das maravilhas. Mel e música entornaram. Véus e risos rodopiaram. Só mesmo vendo para acreditar naqueles dois amigos, Hassan e Larbi, exibindo-se entre príncipes e nobres!
     Larbi dizia:
     -Minha filha está se casando com o rei! Se minha pobre mulher pudesse ver isso! - e chorava de alegria, o discreto Larbi!
     E Hassan repetia:
     -Sou amigo de Larbi, Larbi é pai de Houria e Houria é a mulher do rei!
     Naquela mesma noite, Houria passou a morar no palácio, e nada era mais belo para ela. O rei tomava conta de sua mulher e lhe dava um monte de presentes.
     Mas pouco a pouco ela começou a se entendiar. Dezenas de empregados atendiam a todos os seus desejos! E ela não estava acostumada a não fazer nada!
     Felizmente, à noite, seu seu marido chegava para animá-la. Eles trocavam adivinhações e enigmas, e até tarde da noite era possível ouvir seus risos.
     Numa manhã como outras, Hourias vê passar pela sua janela um velho homem que chora amargamente.
     -O que aconteceu com o senhor?
   -O nosso rei é injusto. Um dia, ele me pediu minha bela camela branca emprestada, para que ela amamentasse seus camelinhos órfãos. Claro que emprestei, mas quando voltei para pedir que devolvesse, ele me disse: "Sua camela morreu ao colocar no mundo um filhote. Aqui está ele!". E ele me deu um... asno! Ficou com minha bela camela branca, aquela que eu havia prometido dar como dote para casar minha filha!
O que eu vou fazer agora com um burrico?
     Houria sorriu:
     -Aproxime-se, senhor, eu direi o que você deve responder ao rei para recuperar seu bem.
     No dia seguinte, o velho se apresenta diante do rei, com um maço de alfafa na mão:
   -Veja, rei, o que fez o asno que você me deu! Ele entrou na minha plantação de alfafa e a devorou inteirinha! Ele agora está gordo como um carneiro, e toda a minha safra foi para o brejo! Como você educou esse asno sem o ensinar a ficar no seu cercado?
     O rei olha severamente para o homem e responde:
     -Nunca vi um mentiroso como você! E por causa dessa mentira grosseira, irá para a sala de punições!
     -Prove que estou mentindo!
     -Se esse asno tivesse comido toda a plantação de alfafa, sua barriga teria explodido há muito tempo! A alfafa é um veneno para ele! Além disso, desde quando asno como alfafa?
     -Desde a época em que as camelas brancas começaram a parir asninhos cinza -responde o homem.
     -Quem lhe soprou essa astúcia?
     -Ninguém, fui eu mesmo que a encontrei para recuperar a minha camela.
     -Muito bem, eu devolverei sua camela, mas só se você me disser quem lhe soprou essa resposta!
     -Sua mulher, pois ela, sim, teve piedade de mim! -responde o velho homem.
     -Bem -disse o rei- reconheço minha injustiça, meu senhor. Sua camela é muito bonita. Ela será devolvida com uma tropa inteira de camelos! Quanto ao asno, pode ficar com ele, que lhe servirá de montaria!
     Mas assim que o velho foi embora, o rei procura sua mulher e explode de raiva:
     -Você quebrou sua promessa! Eu vou expulsá-la e rejeitá-la. Em respeito ao amor que senti por você, deixo que leve deste castelo aquilo que lhe for mais caro. Mas amanhã de manhã, você irá embora.
     -Posso fazer meu último jantar em sua companhia? - pede Houria.
     -Pode, sim -diz o rei, tristemente.
     À noite, Houria acolhe o rei em seus aposentos. Dispensa todos os empregados e ela mesma o serve.
     A comida é ótima, e o rei está melancólico. Houria lhe serve um copo de chá com um poderoso sonífero. O rei cai no sono de repente.
     Rapidamente, ela o ajeita dentro de um baú e pede para que os empregados o coloquem na charrete. E, sem olhar para trás, volta para a casa do pai.
     Na manhã seguinte, o rei acorda:
     -Onde estou? O que você está fazendo aqui? Eu não pedi para você ir embora?
     -Eu fui embora e você está na casa do meu pai!
     -Mas como ousou me trazer até aqui?
     -Eu apenas obedeci a suas ordens! Você me disse: "Leve aquilo que lhe for mais caro". E o que me era mais caro era vocÊ!
     O rei cai na gargalhada. Ele olha para a mulher, joga-se nos seus braços e eles se abraçam longamente. Depois, ele diz maliciosamente:
     -E se a gente voltar para nossa casa?

Fonte: Volta ao mundo dos contos, nas asas de um pássaro


Não discuta com uma mulher homens!











A mãe da Fazendeira Li...

Certa vez, a fazendeira Li, caiu em febre, pois não tomou as devidas precauções com a 'Dengue' na sua fazenda. Haviam muitos pneus espalhados em meio a plantações, pois as crianças pegavam para brincarem com eles, e faziam uma verdadeira festa, disputando qual pneu rolava primeiro ladeira abaixo, e faziam inclusive uns obstáculos, para que eles pudessem ver qual dos pneus, iria se desviar ou derrubar... a farra era geral no fim de tarde na fazenda, e a fazendeira Li, como criança, brincava junto. Até os animais, os rodeavam, olhando 'como que satisfeito', vendo tamanha diversão. Porém, em dias de chuvas, e bonanças, a fazendeira Li, não se prevenia com a 'dengue', e aqueles muitos pneus espalhados fazenda a fora, acabou se transformando em focos de 'dengues', e quando a fazendeira Li com dores fortíssimas, zonza, não conseguindo mais cuidar de seus afazeres, sua mãe, 'pessoa incrível, muito alegre e disposta', veio correndo acudi-la!
-Mãe! A senhora está aqui?! -disse meio zonza a fazendeira, em meio a delírios da febre alta.
-Calma minha filha, eu vou cuidar de você, não se preocupe que essa febre logo vai passar! 
E olhando pela janela, vendo crianças descaças correndo atras das galinhas, outras jogando bola, disse muito exaltada Dona Nunce.
-Li! O que essas crianças estão fazendo correndo por toda parte, nessa garoa?! Meu Deus do céu Li! Sua fazenda ta parecendo uma bagunça! Cade os pais desses meninos? Nossa! Eles vão matar aquelas lindas galinhas!
-Ei criançada! Vão já pra suas casas! - disse pela janela Dona Nunce, indignada com aquela euforia em dias de chuva fina.
-Mãe, deixa eles, são crianças, estão brincando lá fora.
-Minha filha, você não se preocupe, pois eu vou cuidar de você e de sua fazenda, fica calma Li, o médico disse que em 3 dias você fica boa, e poderá se levantar dessa cama.
Zonza, Li mal conseguira ouvir sua mãe, simplesmente virou pro lado e caiu em sono profundo, afinal de contas, estava esgotada, com tantas tarefas na fazenda.
Quando a fazendeira Li, acordou, pensava que ainda era cedo, e estranhou o silêncio que estava reinando na sua fazenda. Atordoada, tentou se levantar, mas não conseguindo se mover, acabou por dormir novamente.
Enquanto nossa fazendeira repousava num sono, agora tranquilo, sua fazenda estava 'meio descabelada'. Aos cuidados de Dona Nunce, as crianças agora não brincavam no entardecer da fazenda, os animais não andavam mais soltos por suas construções, os empregados tinham de fazer fila para se comunicarem com Dona Nunce, e fazer relatório 3 vezes ao dia de suas tarefas, até os animais que pastavam estavam sofrendo. Não ficavam mais 'numa' boa pastando, tinham hora para ir e voltar. O ritmo mudou completamente, e as produções cairam muito. Mas Dona Nunce, não se apercebendo do ocorrido, achava que 'Tudo" estava sob controle.
Plantações foram perdidas, e vendas deixadas de terem atenção.
Mesmo que os empregados quisessem falar, não conseguiam, Dona Nunce não permitia opinião e se achava a "dona da razão".
Quando Li finalmente conseguiu se recuperar, contente como sempre, apareceu na janela, para respirar o ar puro. -Ah! isso sim que é bom!
Olhando em volta, admirando o céu límpido, os pássaros cantando e depois de se sentir muito melhor, começou então a prestar atenção nas plantações, tudo morrendo... os animais presos... as crianças não estavam no lado de fora... havia silêncio por todos os cantos... -Estranho... o que aconteceu na minha fazenda?! - disse assustada a fazendeira Li.
Logo sua amiga entrou porta adentro e foi logo contando as novidades para a fazendeira Li.
-Sua mãe tomou conta de tudo amiga! Pôs ordem nessa fazenda! Agora as crianças ficam estudando na sala, fazem lição, aprendem a escrever e a ler, Os rapazes tem de fazer relatório pra sua mãe dos seus afazeres e ela marca num pedaço de papel tudo que acontece na fazenda.
O almoço nunca mais foi o mesmo, sua mãe fica dando dicas de culinárias o tempo todo, temos tido 3 tipos de refeições diferentes todos os dias.. ah, e você ficou desacordada por 3 semanas! Já está melhor amiga?
A fazendeira não acreditando no que estava ouvindo, pulou da cama, vestiu seu robe rosa, e foi procurar sua mãe. E a encontrou na sala lendo para um monte de crianças histórias que ela conhecia tão bem.
-Mãe! o que esta fazendo? - dando um beijo carinhoso em sua mãe, a fazendeira sentou-se ao seu lado.
-Estou ensinando essas crianças um pouco Li, por que você não aproveita aquele velho barracão vermelho e não cria ali uma creche para elas aprenderem a escrever e a ler?
-É, acho que a senhora tem toda razão, mas eu já estava planejando fazer isso, com as vendas das próximas plantações eu iria começar a construir uma mini escola e ensiná-las, não apenas o aprendizado normal, mas também como serem bons trabalhadores, ensinado sobre administrações da fazenda e dos cultivos dos campos, há muito que se aprender nesta fazenda, e ler e escrever é apenas uma etapa.
Assim as duas, como há muitos anos não faziam, começaram a conversar, discutindo sonhos e planos antigos, até que mãe e filha acabaram cochilando na sala, não percebendo que todos já haviam deixado o recinto...




O dia do Índio, da fazendeira Li.

 Uma descendente da fazendeira Li, há muitos e muitos anos atrás, ajudou a fundar sua fazenda, e torná-la grande e admirada como hoje todos a vêem.
Naqueles tempos, os ancestrais da fazendeira Li vieram de terras distantes, chegando em plena mata cerrada, e cansados da viagem, os tatatatatataravós de Li encontraram abrigo numa linda caverna, onde puderam se abrigar do frio e da chuva naquele dia. Foram acolhidos por moradores naquelas terras, e aprenderam a amar o pedaço de chão, respeitando as crenças daquele povo, apesar de no início não ter sido fácil a convivência, pois haviam muitas diferenças em seus costumes. Mas Dona Margerilda, anciã bondosa conquistou amizade com uma índia, e com ajuda daquela jovem, os ancestrais da fazendeira Li puderam se estabelecer naquela região, embora as condições climáticas naqueles dias fossem dos piores.
Houve uma troca de aprendizado entre os ancestrais da fazendeira Li e os habitantes daquela região. Logo mais tarde, um dos filhos de Dona Margerilda encantou-se com uma linda india e as escondidas começaram a se relacionar, quando todos souberam do caso do Junior, quase gerou-se uma guerra, pois a menina era prometida de uma tribo importante do outro lado da região. Mas tudo terminou bem, conseguiram enfim fazer as pazes graças a simpatia de Dona Margerilda que com toda sutileza conseguiu manter os ânimos frios, dessa forma todos saíram ganhando, e as terras da fazendeira Li, até hoje guarda uma grande quantidade de árvores as quais mantém segredos antigos... criaturas mágicas, um lugar especial onde o pacto dos ìndios com os ancestrais da fazendeira Li guardaram e vem conservando discretamente, mesmo com tanta modernidade envolvida em suas terras!
Em homenagem aos Índios que viveram naquelas terras e lhes confiaram tamanho segredo, a fazendeira Li oferece todo ano, uma maravilhosa festa festiva caracterizada de Índio, convida a todos os seus vizinhos e amigos a cearem fantasiados de Índios!
"Não falte, você está convidado, traga um presente digno de um Índio"

(Claro brincadeirinha né gente!!)



A Páscoa da fazendeira Li...

A fazendeira Li, acordou super feliz, pois a sua Páscoa estava chegando, e a fazenda estava muito animada, pois nunca vendera tantos coelhos, e plantações de cacau como nesse ano!
E a fazendeira aproveitando um novo espaço na sua fazendinha, resolveu criar um espaço para comemorar a Páscoa, trazendo seus vizinhos para serem visitantes "pagantes" do evento. Ela planejara uma super homenagem e festança! Mas... com qual dos temas ela deveria arrumar a sua fazenda? A Ressurreição de Cristo ou O coelho da Páscoa? Qual desses temas ela deveria investir em sua decoração? A fazendeira ficou indecisa e foi pesquisar para descobrir qual seria o melhor tema para poder abordar o assunto.
E procurando numa antiga biblioteca, que mantinha em secreto nos fundos do seu casarão, a fazendeira achou dois livros antigos, muito empoeirados que continham informações de aventuras vividas no século 5, por seus ancestrais fazendeiros.
"Numa manhã de domingo de Páscoa a fazendeira Lilica mãe, recebendo a visita de amigos Judeus aprendeu sobre a Páscoa pela primeira vez. A amiga da fazendeira Lilica, contava que para os Judeus a Páscoa era comemorada com uma ceia onde toda a família deveria comer um novilho assado, e pães asmos, feito de ervas amargas. Aquela novidade fez com que a Fazendeira Lilica colocasse isso no cardápio da sua fazenda naqueles dias, mas seu filho menor abrira verdadeiro berrero quando soube que um de seus carneiro, o que ele mais gostava de brincar, pois ajudava seu pai nos apriscos teria de ser sacrificado. E a sua Mariazinha também começou a chorar ao saber que naqueles dias a única coisa que comeriam seriam os pães sem o fermento e de ervas amargas, pois ela estava querendo comer coisas doces... mas o trecho não explicava quais... Continuando sua leitura a fazendeira Li descobriu que a festa foi um verdadeiro desastre. Mas que ao receber no fim daquele dia a visita de uma Tia-avó vinda da Europa, as coisas melhoraram na fazenda, pois a Sua Tia-avó trouxera ovos enfeitados e escondera por toda a parte na fazenda, fazendo a alegria da criançada.
Então como os coelhos estavam soltos e fizeram tantos "cocôs" a tia-avó da fazendeira Lilica disse-lhe:
- Puxa Lilicazinha, isso parece com o chocolate que comemos na casa do seu tio João na Europa!
-É mesmo tia? - a fazendeira ficou assutada. e quis saber como era isso, foi a partir desse dia que a Lilica pegou uma receita secreta de como fazer chocolate, e em homenagem a brincadeira dos coelhos inventou o ovo de Páscoa, colocando diversos balinhas dentro, e assim todos sentiram-se felizes, a Páscoa foi um tremendo sucesso.
Após pegar essa história a fazendeira Li, resolveu fazer a receita secreta de chocolate, aproveitando que sua plantação de cacau estava no auge.
E para comemorar pegou sua maravilhosa caminhonete vermelha e a enfeitou de coelho e assim, soltando diversos coelhos na fazenda, escondeu muitos ovos de chocolate por ela, e os fazendeiros e amigos tiveram muita diversão naquele dia.
Mas a peluda não sabendo o que acontecia e toda atrapalhada acabou pisando num dos ovos e como o sol estava muito forte, acabou toda lambuzada, e a fazendeira não gostando nada daquilo a levou a tomar um banho gelado...



Era uma vez... uma linda fazenda, onde todos os dias, uma certa fazendeira cuidava com muito carinho de seus animais.
Todas as fazendas vizinhas, estavam lutando para aumentarem suas rendas, conseguirem preços melhores no mercado, para que o lucro fosse maior.
Um dia, a fazendeira Li ficou sabendo de um rei muito distante, que estava vindo para aquelas bandas. Alegre, feliz da vida, a fazendeira comemorava, pois achava, que a visita do tal rei, iria de alguma forma melhorar as coisas na fazenda!
-Fazendeira Li! Você não vai acreditar! -correu afobada até a fazendeira, a Jeli, toda cocoricando sem parar!
-Calma minha fia! Diz logo o que ta acontecendo! -ria sem parar a fazendeira Li das trapolias da peluda...
-O rei vai acabar com tudo! Corre fazendeira que esse rei é maldito!
Horrizada com a notícia, fazendeira começou a suar frio, enquanto se abanava toda!
-Deus do céu! Do que, tu ta falando peluda?! -a fazendeira olhava praquela galinha como se tivesse vendo coisa!
-O rei chegou dizendo que tem um terreno ótimo nas alturas! que é só plantar um pé de feijão no chão, que ele vai chegar no céu, e que vamo ter uma nova fazenda!
-Aff! Esse endoidou de vez! Aff cruizcredo meu Deus do céu! Donde já se viu, peluda, um terreno no céu? Isso num é coisa pra quem já morreu menina? Eu hein! Quero distância desse terreno, sabe? Ainda tenho umas coisas pra comprar, pra fazer.... namorar o bonitão daquele menino lindu do outro lado da vizinhança...
-Mas... e se for verdade fazendeira li?! E... se tiver alguma coisa especial nessa tal de terra nova?!
A fazendeira olhou assutada.... de repente bateu-lhe uma curiosidade... e ela foi até a prefeitura, saber desse terreno...
-Ta louco prefeito?! Esse preço é absurdo!
299 mg?! Ninguém nessa terra vai comprar pra ir pra um lugar no céu!
O prefeito olhou para a fazendeira e mostrou, quantos fazendeiros estavam se mudando para Pasárgada.
A fazendeira entristecida, por não ter o dinheiro necessário para comprar a passagem, voltou para casa triste, sabendo que dentro em breve não teria mais muitos de seus vizinhos queridos!
De repente, ela teve uma idéia... foi no mercado, para comprar sementes de feijão. Chegando no mercado, a fazendeira procurou pelos feijão, e nada de feijão.
-Onde está moço os feijões desse lugar?! -a fazendeira olhava espantada, pois na prateleira não havia nenhum pacotinho de feijão...
-Venderam tudo fazendeira, só sobrou esse, e custa 599 mg à vista!
A fazendeira Li quase caiu para trás, assustada com o valor.
-Você ta vendendo ouro meu filho? -perguntou a fazendeira olhando nos olhos do rapaz..
Ao que vermelho, ele respondeu.
-Na-na-não fazendeira- ele engoliu em seco e tornou a lhe responder- é que, esse feijão é mais mágico que o do rei de Pasárgada está vendendo!
A fazendeira olhou para ele, desconfiada, e olhando dos pés a cabeça foi logo perguntando mansamente...
-E por que meu filho???
Ele mais vermelho que o pimentão, lhe respondeu...
-Por que depois que acabaram os feijões da Mf, só restará esse pacote que você está segurando... E como os pobres estão se amontoando pelas vizinhança toda, se a fazendeira conseguir sobreviver com esse pacotinho, será um MILAGRE!





O novo ano chegou na fazenda, e a fazendeira Li acordou "cheia de fogos de artifícios", pulando e cantarolando como sempre fazia, ligou a mini rádio, "sua estação favorita", e soltando ♥ pelos ares, "ao som do locutor mais charmoso da mini rádio" (único, naquelas bandas), a fazendeira li não se contém, dança de um lado, rodopia de outro, não pára de se requebrar ao som da mini rádio!
Mas a notícia da chegada de sua amiga Princesa Luana a deixa super empolgada! Ela corre e vai falar com sua vizinha linda, a "perua" Maura!
-Maura! você não vai acreditar! Ela ta chegando!
Maura fica uns minutos no mini telefone sem entender, afinal de contas a fazendeira li já estava a alguns minutos no telefone e não parava de repetir aquilo.  -O que será que essa maluca ta falando agora?! Pensa Maura do outro lado da linha, agitada com a empolgação da amiga.
-Maura não acredito que você nunca ouviu falar da Princesa luana! Essa não né amiga!
Maura suspira, impaciente com a fazendeira.
-Li, fala logo, pois não estou entendendo, você sabe como sou lesada né amiga! Explica e não complica!
A fazendeira li, fica sem ar. Inacreditável! Ela não sabia?! A fazendeira li ficou sem palavras por uns minutos, e de repente perdeu a empolgação. Mas paciente como sempre, começou a contar a história da sua amiga princesa Luana, que veio de outra galáxia, que a conhecera através dos cientistas que vieram na sua fazenda há alguns anos. Então após contar toda a história a sua melhor amiga, finalmente ela entra no clima da empolgação da fazendeira li!
-Como eu ia dizendo amiga, ela está procurando as estrelas!
-Pode deixar Li, eu já estou juntando um monte, aqui na minha fazenda, você sabe como ela é enorme né? Então, já estamos com muitas por aqui, assim que sua amiga desembarcar, podem vir aqui, faço questão de entregar pessoalmente pra sua amiga, afinal de contas amiga sua é amiga minha também!
Um profundo suspiro a fazendeira Li soltou, ao ouvir tais palavras, o alívio era imenso, e sua alegria perdurou o dia inteiro, mas de repente, um som lá ao fundo de sua fazenda lhe chamou a atenção.
-O que será agora? Maura amiga, tenho de desligar, beijos!
Olhando pela janela, somente um clarão foi avistado pela fazendeira Li. Com o coração aos pulos, suas pernas bambas, ela se encheu de coragem e foi logo chamando seus capatazes, e juntos foram ver do que se tratava.
Ao se aproximarem mais ao fundo, próximo do seu zoológico, a fazendeira logo se alegrou, era a sua amiga Princesa Luana que pousara na cauda de uma estrela cometa!
-Uhuhuhu amiga que saudade! 
A fazendeira Li foi logo abraçando a amiga e de repente começou se atrapalhar toda.
-Good dia ! My amiga! Que saudade! Você beautiful muito today!
A princesa olhou para os amigos da fazendeira e logo a acalmou, dizendo que não precisava ficar assim eufórica e que bastava falar normal, que ela ia entender cada palavra.
Rindo muito, a fazendeira Li se deu conta que estava misturando o seu enferrujado Inglês com o português, e que essa mistura não estava sendo muito boa. Felizmente as duas foram a procura das estrelas e juntas passaram o dia.



Sabe porque nós somos conhecidos como SOLTEIROS???
"vou-lhes contar a historia"

Certo dia, numa cidadezinha, do interior, semrpe chegava gente nova, visitando, isso sempre no final do ano, gente diferente daquele povozinho humilde, simples, sincero, coração aberto.. quando dona Zenilda, que já andava falando pelos cotovelos e escutando pelas encomendas...
quando maria perguntava ela ta casada menina e o joao ta solteiro... dona zenilda nunca entendia do que aquela gente tanto falava, e sempre perguntava o que isso significa minha fia????
maria nao sabia explicar, por mais que tentava nao conseguia.
entao quando zenilda estava lavando a louça de repente a alça da panela se soltou
dai ela pasmada e assombrada gritou assim:
MEU JESUS DO CÉU!
assutados todos que estavam na sala correram e foram ver zenilda... ela com olhar arregalado ficava olhando a panela com a alça solta...
e todos perguntavam o que foi zenilda?
ela disse simplesmente... ja entendi o que significa esse negocio de solteira... VOCE É UMA MULHER SOLTA!!!! foi arrancada de tua alma gemea!!! QUE PECADO!
todos ficaram sem entender uma palavra, ate que ............... cairam na risada.

Autoria de Eliane, a *♥*Li*♥*





                                  













29/10/11


Certa vez, a fazendeira Li teve de ir na cidade para levar a mercadoria de fenos, pois a colheita fora farta, e já estava tudo preparado pois os compradores, a esperavam.
Cedo, por volta das 5:00 da manhã, a fazendeira Li levantou, começou a arrumar as carroças, mandou seus funcionários irem na frente, pois a caminhonete amarela, estava na garagem para o conserto.
Após eles saírem na frente, a fazendeira resolveu levar uma carga pequena e preparou o burro xexéu. Era o que mais gostava na fazenda, "e aquele burro, só ficava pastando, era hora afinal de contas de pô-lo para trabalhar", pensava a fazendeira enquanto arrumava os fenos em cima do animal.
Cantarolando, ela terminou rápido. Xexéu não gostou muito da ideia de ser atrelado para carregar carga.
"justo hoje que eu tinha um encontro marcado com a lili!" resmungava xexéu. A fazendeira nem se deu conta, dos resmungos de xexéu, continuou ajeitando aqui, dali e finalmente ...  PRONTO!
A fazendeira começou a andar no burrico, "fazia tempo que queria andar nele". Pensava sorridente a fazendeira Li, enquanto começava a pensar nos lucros da sua colheita de fenos.
Não demorou muito e xexéu já começou a ficar cansado, querendo arriar. A fazendeira Li, não se deu por vencida, começou a encorajar o animal, que passado mais 20 minutos começou a parar. A fazendeira, sabendo do gosto do animal por maçãs vermelhas, trouxera consigo um pacote e começou a dar ao xexéu para animá-lo!
Entretida nessa tarefa e já contente por tudo estar dando certo, Li não percebeu um buraco logo a sua frente. Pensando que era apenas uma poça de lama, devido a chuva do dia anterior, ela continuou seu caminho. De repente o inesperado aconteceu. Xexéu ficou atolado!
-Anda seu pangaré! Eu to atrasada! Como você não viu que aí tinha um buraco seu ... seu.. SEU BURRO!
Xexéu quase engasgou quando se sentiu ofendido.
De raiva ele não se mexeu nem um mililitro! "quem essa daí pensa que é pra me xingar desse jeito?!" "logo eu que sou tão lindo! O mais inteligente daquela fazenda!" pensava indignado o burro xexéu.
E a fazendeira fez de tudo, empurrou, puxou, deu maça, mas nada do xexéu se mexer.
-Eita que esse daí é burro de nascença mesmo! Não ta vendo que você ta atolado burro?! Vamos se mexe daí!
Mas o xexéu indignado não se mexia.
-Anda seu burro! Vamos nos atrasar! E agora?! o que eu faço meu Deus!
Desesperada com o xexéu, Li não conseguia ficar calma. Já estava se descabelando toda com o xexéu, quando seus funcionários um por um começou a chegar perto dela. Foi então que se deu conta que o dia já ia alto enquanto ela tentava tirar o xexéu daquele buraco.
-O que você ta fazendo aqui Chico? Já foi na cidade e voltou?
-Sim Li, foi rápido, e eu consegui voltar primeiro.
-Então vê se consegue me ajudar a tirar esse burro desse buraco só!
E os dois puxaram, tentaram mover o burro e nada!
De repente mais um funcionário da fazenda chegou, quando percebeu que eles estavam tentando tirar o xexéu do buraco, nem perguntou nada, desceu do pangaré mané e foi logo ajudando.
A fazendeira toda suada, cansada, não conseguia entender porque o xexéu estava daquele jeito se ele estava dentro de um BURACO! "Até parece que ele não quer sair dali!" Pensava a fazendeira Li enquanto puxava xexéu.
Mas os três não conseguiam mover o burro. Faziam de tudo, e nada do xexéu sair do buraco.
Mais um dos capatazes da fazendeira chegou e foi logo se juntando aos outros para puxar o xexéu, de repente chegaram todos os 15 funcionários da fazendeira e todos puxando daqui e dali e nada!
-Eita burro teimoso! Esse é burro mesmo!
Desabafava todos. Cansados e sem entender do porque daquela teimosia do xexéu, eles se surpreenderam quando o surfista loiro apareceu. Era o namorado da fazendeira Li, que estava indo para sua fazenda, quando viu que eles estavam tentando ajudar o animal a sair do buraco, desceu do seu jipe, e feliz da vida em poder ser útil para os fazendeiros foi logo dando uma mãozinha.
-Ah! muito obrigada amorzinho! Disse toda sorridente de novo a fazendeira Li.
Mas Luiz não via como ajudar a empurrar o burro, todos estavam em volta do xexéu, o único lugar que sobrou para ele tentar ajudar a salvar o burro era pegando pelo rabo...
Quando Luiz começou a pegar o xexéu pelo rabo e deu um tranco com toda sua força, Xexéu gritou de dor! E logo o inesperado aconteceu... Xexéu ficou sem o rabo! Tanta força que o Luiz colocou para puxar o xexéu que acabou arrancando o rabo dele!
E todos ficaram paralisados! Xexéu sozinho saiu correndo!
Olharam para o namorado da fazendeira e sem saber ainda do ocorrido, ficaram pensando que ele era mais forte. Quando olharam viram nas mãos dele o rabo de xexéu!
Horrorizados os fazendeiros começaram uma discussão terrível! Ninguém queria que o surfista continuasse namorando a fazendeira Li.
-Ele não serve para você Li! Olha só o que ele acabou de fazer com o burro xexéu! Se ele arrancou um rabo dele só para ajudar, imagine o que esse troglodita fará quando estiver nervoso?!
Valdir, que amava a fazendeira as escondidas, aproveitou esse episódio para colocar aquele metido a homem da cidade para fora da vida da fazendeira Li.
-Você vai ter de pagar uma indenização por danos morais ao Burro Xexéu!
E todos insistiram nisso!
-Mas quanto é que vale, o rabo de um burro?! _Disse horrorizado, Luiz, que já se arrependia de ter parado para ajudar os fazendeiros.
Ainda atordoada com tudo aquilo a fazendeira não conseguia falar mais com ninguém, os homens pareciam das cavernas defendendo sua caça!
-Mas eu só tava querendo ajudar vocês a tirar aquele burro de uma figa a sair daquele buraco!
-Ei! você não pode ofender desse jeito o burro, só por que ele é um burro! -Disse Pedro, indignado com o ocorrido com o Xexéu.
E a confusão começou tudo de novo! Todos eufóricos em volta do surfista, discutiam freneticamente.
-Parem! Vocês tão ficando loucos?! O que aconteceu? _ A fazendeira Li não estava entendendo mais nada,  devido a tamanha confusão.
Eles olharam para a fazendeira, e nem ligaram, continuaram com a discussão!
Enquanto isso, Xexéu ficava aos prantos correndo de um lado pra outro.
Os 15 capatazes da fazendeira cercaram o surfista loiro Luiz e deram um ultimato a ele.
-Terá de pagar 5.555.555.000 pelo rabo do burro, por danos morais. Você tem até 30 dias para pagar essa parcela única! Senão nós iremos provocar um dano moral a você também, como você fez ao burro xexéu!
-É imagine cara! Ficar sem o rabo?! Como ele vai namorar agora?!  _Disse Pedro assustado e horrorizado...

Fazendeira Li.






Ou




Depende. Talvez... Quem sabe...


Na china havia um garoto pobre que desejava muito um cavalo.
Um dia o dono de uma cavalaria, sabendo do seu desejo, deu a ele um potrinho.
Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto:
"Seu filho é um rapaz de sorte!"
"Por que ?" perguntou o pai.
"Ora!, disse o vizinho, "Seu filho queria muito um cavalo, e acaba de ganhar um potrinho! Não é muita sorte?"
"Pode ser sorte ou pode ser azar!" respondeu o pai.
Um dia o cavalo foge.

O vizinho, chegando ao pai do garoto falou:
"Seu filho é de azar."
"Por que?!" , pergunta o pai.
"Oras, disse ele, "seu filho queria um cavalo e ele ganha o potrinho, que cresce com os cuidados dele, agora o animal, que ele cuidou com tanto carinho e que gostava tanto, foge! Não é muito azar?"
"Pode ser sorte ou pode ser azar!" comenta o pai.
O tempo passou e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem.
O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles.
Observa o vizinho: 
"seu filho é de sorte!"
Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens!"
"Pode ser sorte ou azar." comentou o pai, mais uma vez.
Mais tarde, o rapaz estava treinando um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. 
Vem o vizinho.
"Seu filho é de azar." O cavalo foge, volta com uma manda selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna."
"Pode ser sorte ou azar." Insite o pai.
Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada.
O vizinho.
"Seu filho é de sorte..."

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois.
O que parece ser azar num momento, pode ser sorte no futuro.

"Enquanto que, quem vive reparando se temos sorte ou azar, estão paralisados, nada lhes acontecendo!"
Lair Ribeiro
http://mensagensepoemas.uol.com.br/pensamentos/incentivo/sorte-ou-azar.html#ixzz1afSyKstE



E como não podia deixar de ser, essa tarde, a polícia parou uma caminhonete vermelha. Estava a 250 por hora na rodovia das Virtudes!
Quando o policial chegou perto, viu que era uma perua, vestida de branco, levando a galinha peluda ao baile!
Imaginem!!!
A perua disse ao guarda, que a peluda era a cinderela, e que se não fosse logo ao baile, quando desse meia noite a coitadinha iria virar um pintinho desalmado!
Mas como esse mundo anda tão vergonhoso, claro que o policial não acreditou na história da perua, mas bem que pediu-lhes uma extrazinha para liberarem elas para o baile. 50 ovos por semana e elas estariam liberadas!
Isso é coisa que se peça?!
Fazendeira Li.





A loira diz:
- Como é mesmo que faz isso?!
O rapaz diz;
A seta -> é para seguir para a direita,
a seta <- é para seguir para a esquerda,  e essa para cima, e aquela é para baixo.
E o X é pra chutar para o gol, o Z é para passar a bola....
A loira olha, da uma dorzinha de cabeça, pensa, mexe, futuca o teclado, vai toda confiante jogar...
Dai logo começa a pensar:
-O X é pra que mesmo?! E o z? É pra chutar?!
Aiiii meuDeus! Como eu passo a bola mesmo?!
E aperta o x, o m, o n, o b, o enter, o ctrl, e dai faz gol contra, fica apavorada e SAI do jogo golmania, dai pensa consigo mesma:
"A vostu criou esse jogo para os menininhos mesmo! Nem queira jogar!"
Fazendeira Li.


Era uma vez, um passarinho, que adorava cantar. Todos os dias, logo bem cedo, ele era o primeiro passarinho que saia do ninho.Cantando sem parar.Seu canto era tão lindo, que as flores logo se abriam, as minhocas saiam da terra, e todos na floresta, ao ouvir o som do passarinho, começava a despertar.
Um dia, quando o passarinho acordou, percebeu que sua voz não estava legal. Ele pigarreou e nada de sair a sua voz. Triste, voltou para sua cama.
Todos ao acordarem, passando da hora, começaram a estranhar a falta do canto do Lino. E se perguntavam.
-Cade o Lino?
Perguntava Sabidinha, sem parar, por volta das 9:00 da manhã. Ninguém sabia responder. Ela saiu a procurar, achando muito esquisito, não ter ouvido o passarinho, mais fofo do pedaço cantar, logo de manhã!
Ela procurou, procurou, mas nem pensava que eles estivesse na sua cama. Isso era um pensamento que nenhum bichinho da floresta ia imaginar. Mas, quando Zezinho apontou para o ninho de Lino... Lá estava ele!
-Lino?! O que você está fazendo no ninho a essa hora?!
Perguntaram todos os seus amigos, assutados com aquilo.
-É que eu não pude cantar hoje amigos! _disse ele tristinho.
Todos ficaram sem saber o que dizer, diante daquelas palavras. Afinal de contas, Lino era o passarinho mais alegre daquela floresta. Ele animava a todos, todos os dias! Era como um raio de sol quando sai. Quando aparece, dá aquela força e vigor a todos, mas naquele dia, parecia que o sol, estava escondido, que o dia parecia noite.
-O que aconteceu Lino, conta pra gente!
Lino, não sabia o que dizer.Mas quando olhava para aqueles rostinhos tristonhos, percebeu que não podia ficar calado. Então pigarreou um pouco, pensou... colocou a asinha no queixo, e começou a dizer:
-Ontem, eu vi uma criatura muito esquisita!
Todos ficaram com medo. Lino percebendo o interesse da platéia, continuou...
-Parte do que era verde, se tornou cinza! Onde havia comida, agora nem cheiro tem! Tentei comer e quase me engasguei!
-Ooooooooooooooooooohhhhhhh!_ todos disseram ao mesmo tempo. Olhavam uns para os outros tão assustados, que Lino continuou.
-Um et veio por entre as árvores, num monstro vermelho, fazendo o maior barulho! O cheiro que ele tinha, fazia eu engasgar.E futucava todos os galhos, roubava os ovos dos ninhos, e engolia a terra, depois vomitava!
Nenhuma árvore tinha poder de deter esse monstro, e caíam ao seu lado!
-Ooooooooooohhhhhhhhhhhhhh e agora?!!!!!
Silêncio geral.
Nenhum som se ouvia a quilômetros de distância. Parecia que de repente o tempo havia parado.
-O rei foi capturado, seus filhotes foram mortos. O pantera negra foi degolado, e o cheiro de sangue se sentia por todos os lugares!
-Aiiiiiiii Socorrooooo!
Era uníssono o coro entre os bichos apavorados com a notícia.
-Nem a chuva que começou a cair, conseguiu deter aqueles monstros, porque a cada minuto aparecia mais e mais, entrando dentro da floresta. Sons como se fossem trovões ecoava no céu, e uma nuvem escura, com cheiro esquisito, toda vez que esses trovões aparecia!
De repente, uma cobra chorando seus filhotes mortos se aproximou e disse:
-Esses são os humanos! Mataram meus filhos sem dó! E vão construir uma cidade aqui perto, e vão derrubar muitas árvores!
-Oooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhh não! E agora?! O que faremos?!
-Calma! Vamos nos mudar! Se eles não nos respeitam, não vão ter nossos cantos, nossos filhos, nossa vida, nossa alegria!
Todos concordavam, e resolveram viajar o mais rápido possível.
Um a um os bichinhos fizeram suas malas e foram se mudando, embora uns teimosos, ainda tinham a intenção de ficar naquele lugar.
E nem anoiteceu e 99% dos animais já tinam se mudado. Mas Lino, ainda permaneceu naquele lugar. Sem voz, mal conseguia enxergar o que acontecia naquele lugar tão lindo. Não conseguia entender por que o homem destruía tanto lugar bonito, tantas árvores, para colocarem algo duro, feio, feito aquelas paredes.
Cinco anos se passaram, quando Lino, sentindo saudade daquele lugar, que fora seu lar a vida toda, voltou para ver como as coisas estavam.
Uma tristeza se abateu dentro dele, quando não achou mais suas árvores, tinha que voar centenas de metros, para poder pousar numa árvore. Terra mal podia enxergar. O rio agora fedia, e lixo estava dentro dele. Os peixes haviam morrido. E todo o som que se podia ouvir era uma zueira tão grande que ele mal consegua entender tudo aquilo.
Voando por sobre o céu daquele lugar, soltou um canto tão triste, e suas lágrimas comoveram umas nuvens que por ali passavam, e as águas invadiam aquele lugar, aumentando cada vez mais, e subiam, subiam, até metade das paredes, e muitas casas as águas encobriam até o telhado, onde antes vivia um imenso rio, e agora um monte de casas, onde humanos corriam, se batiam, se matavam, e não se respeitavam.
Lino vendo tudo aquilo, pedia ao Pai maior, que aqueles homens tivessem amor pela natureza e se respeitassem, e aprendessem a respeitar aos outros homens. Quem sabe aquela prece chegasse aos céus, e que eles ao invés de destruírem lugares tão lindos, soubessem aproveitar, e viver em paz e harmonia. Nessa tristeza, e com essas preces Lino voava bem alto, querendo chegar no céu.
Fazendeira Li.



Ontem, eu não havia conseguido fazer nada no vale do Anhangabaú, por que havia esquecido os documentos, lembram? Pois então, hoje cedo, chamei uma amiga, que muito animada foi comigo para a virada radical, no centro de SP.
Bem, como todos sabem, pobre começa se divertindo logo de cara, esperando o ônibus chegar, numa espera pra lá de divertida, com os minutos virando horas... e o motorista, achando que dia de domingo, é dia de fazer passeio turístico, mais parecendo que dirige um jegue do que um ônibus automotizado... Eita stress!
Mas, alguns metrôs também não funcionam, e a vida do pobre é ainda mais dificultosa, nessa nossa selva de pedra chamada São Paulo! Justo nos domingos, onde o povão poderia passear com a família, infelizmente só se diverte mesmo quem tem seu carrinho, e pode ir pra onde quer e na hora que quer!
E, para felicidade dos  Paulistanos, bem que nosso atual Prefeito Kassab, tem nos dado motivos de alegrias, com esses eventos aos quais só não sai de casa pra se divertir mesmo os preguiçosos!
Cheguei no centro de SP, e fui muito animada, com a certeza de ter em mãos os meus documentos com foto. Logo de cara enfrentei aquela fila para assinar uns documentos para me responsabilizar de todos os danos que possivelmente eu viesse a cometer comigo mesma... 
E nem via a hora de fazer o tal do arborismo, cheguei de manhã bem cedo, era ainda umas 9 horas quando consegui chegar na fila do arborismo, eita animação!
Só que o tempo passava, vi o pessoal do skate animado, tinha até aquele skatista famoso, o tal do mineirinho fazendo a alegria do pessoal, mas não pude ir lá ve-lo de perto, sabe como é ne? Fila, temos que cuidar! Mas quando foi chegando perto do meio dia, e hoje fez aquele sol de rachar no céu, não aguentamos, minha amiga e eu fomos tomar um suco num bar, deixei uma senhorinha muito simpatica cuidando de meu lugar. Quando retornei, imaginem amigos, não achei ela, mas permaneci em meu lugar, como quem não quer nada, e não m,ais sai daquele lugar, até descobrir isso por volta das 1 da tarde, que a prefeitura de SP tinha nos dado também água! Incrível! Meus parabéns Prefeito Kassab!
Bem gente, os meninos tudo ansioso que na minha frenbte estavam, iam num brinquedo e depois voltavam para o lugar, a fila, era uma eternidade para andar! 
Teve uma menininha que quando chegou lá em cima, tadinha, chorava a beça, ela teve de sair no colo do moço lindo que tava ajudando o pessoal...
Após um outro longo tempo, mais uma vez vi diversas crianças até mesmo desistindo de continuar o percurso, af pra que isso!!! Era tão fácil gente! Lá de baixo dava pra ver, como era super fácil um pé atrás do outro, umas cordas, um monte de pau para se segurar, muito seguro, super fácil! E enquanto eu continuava empolgada com o arborismo, única fila que ia conseguir enfrentar devido o número de pessoas querendo fazer também... eu pude ver um moço que se acidentara e estava sendo carregado numa maca, pelos guardas, ele havia caído do tal do paredão onde se escala.... tadinho dele...
E mais uma vez duas crianças não fizeram o percurso, acabaram medrando lá em cima!
E vocês pensam que era difícil fazer aquilo?! Imaginem não era não!
Corajosamente eu começava, por volta das 2 da tarde a contar as pessoas que estavam em minha frente, e logo eu já estava sendo a primeira da fila!
Eu me preparei, fui correndo pra frente, sorria tanto!
Daí... o moço começou a me vestir para poder subir...
Ele colocou o capacete amarelo, amarrou bem firme... só que não tava tão firme assim, ele chegou a cair da minha cabeça umas duas vezes...
colocou aquele troço que mais parece um monte de sinto, que era na realidade um tipo de cadeirinha, para prender e a gente poder subir... amparada por uma corda, que ficava presa, e o moço lá em cima me puxando, eu esperei a menina descer e então tive de começar a subir... mas confesso... gelei.
Travou bem aqui do lado da minha barriga, mas, não quis dizer nada pra ninguém e continuei firme e forte...
Subi um degrau, foi fácil! Não disse? Subi o segundo degrau... comecei a reparar que o tal do pau que ficava amarrado nas cordas era grosso! Subi mais um degrau, senti dificuldade com as minhas pernas... Continuei subindo, quase esfriei total, quando o moço começou a me puxar pra cima... daí eu disse: -Relaxa moço! E continuei, firme subindo os degraus, me lembrava até de tomb rider, minha heroína quando subia essas escadas e eu jogava, e achava o máximo!
Eu Continuei subindo, mas confesso, já não tinha forças nas mãos, meus pés tremiam, e minha respiração começou a faltar... fiquei em pânico! Subi e alcancei o último degrau, e então, não conseguia saber como eu iria subir non palanque que tinha lá em cima! Então nem pensei.... 
-Me desce po favor. 
Foi o meu pedido.
Desci, olhei pra um lado, senti meu sangue sumir, esperei uns minutos, pensei que ia desmaiar, e sai dali de fininho....
Ah! ninguém viu!
To aqui e quero dizer:
EU RADICALIZEI HOJE! SUBI TODOS OS DEGRAUS DO ARBORISMO!
Eu medrei.




Eu so consegui ir ate aqui.....







Hoje levantei cedo, ainda era 5 horas da manhã quando já estava de pé, meio sonolenta, bocejando, tropeçando no tapetinho, indo para o banheiro que normalmente chamo de "ban, ban". Com as lembranças da matéria do Jornal da globo na cabeça, mal podia esperar o dia raiar!
Quando era 6:00, não conseguia pegar no sono, então, tentei cochilar, mas tudo que conseguia sonhar era com uma floresta, muitas árvores, cordas, "aff que sonho doido!" 
Mas tinha tudo a ver, com a ansiedade da fazendeira Li.
Quando, eram 7:00 não resisti, fui lá fora, apanhei as roupas do varal, e comecei a passar as roupas, para guardá-las. Mas nem bem eram 7:35 e já estava tudo pronto! Então após tomar o café da manhã, dar beijo nos meus "velhos" fui para a cidade.
Como meu destino era o centro, não fui de caminhonete vermelha nem a amarela, fui de Buzão!
Após me ajeitar num excelente lugar, fui observando as mudanças da cidade de São Paulo, muitas árvores no meio das avenidas, o que dava um toque de beleza, e cuidados com a população. Afinal de contas, em meio ao transito de SP, nada melhor que muitas árvores para fazerem a fotossínteses para nós. Diversos muros pintados, uns mostravam obras de artes, enquanto que outros... mais pareciam borrões! E tinha gente que achava aquilo obra de artes... sem comentários....
Quando meu destino chegou, desci, senti aquele arrepio, afinal de contas descer num túnel escuro, e sendo a única mulher no meio apenas de uma multidão de 2 homens.... e ter de encarar uma imensa escadaria, era amedrontador, para quem vai pela primeira vez por aquele caminho...
Mas, conseguir caminhar ao lado daqueles dois homens era tarefa para super atleta! Ou seria eu que estava fora de forma?1 IMAGINEM! NEM PENSAR!!! Eles é que são uns apressados, e nem sabem andar ao lado de uma dama! "vai pode ir, vai, corram que a policia ta chegando!" Pensava a fazendeira Li, enquanto subia as escadarias.
Mas, que direção mesmo devo ir?! Olha pra um lado, olha pra outro, e de repente solta aquele sorriso! É aqui!
Puxa vida, muitos meninos de skate nas mãos, uma verdadeira multidão em volta de diversos palcos, músicas boa tocando, e um vai e vem de guardas, e monitores do evento pra lá e pra cá.
Mas meu destino era o ARBORISMO, afinal de contas minha prima Sandrinha e Celinha foram e não me levaram naquele passeio, e a vontade que eu tava de fazer tal exercício era demais!
Após pegar várias informações com os guardas do local, me aproximei do local onde teria de me inscrever, e assinar uns documentos para poder brincar a vontade pelo vale. 
Infelizmente fui barrada! havia me esquecido de levar os documentos, afinal de contas a emoção era tanta, que já sabem né?! cabeça nas nuvens1
Tudo que pude fazer foi ficar olhando, olhando e curtindo os outros subirem e descerem, paredão acima e paredão abaixo! 
Tinha rapel, imaginem se jogar da ponte do Anhangabaú, fazer escalada numa parede e descer de escorregador, tinha muitas e muitas cama elásticas, sofás de ar, onde podíamos deitar e pular, diversos tipos de arborismo, tinha um que era numa fita, onde o equilíbrio era a missão, muito legal, mas não pude participar!
Tudo que me restou fazer foi voltar pra casa.
No caminho de volta, nem vão acreditar, encontrei com porco chileno que estava colecionando latex, e guardava tudo numa mala, e engraçado foi ver o tal do pica pau, rachando o bico, dele! A gata manhosa que comigo estava no ponto, não deu importância alguma, afinal de contas em SP nada melhor que aproveitar as oportunidades para podermos lucrar!
E você já foi participar dos esportes radicais na VIRADA RADICAL DE SÃO PAULO?



Alguém aí já conhece ou ouviu falar do novo metro de sp, o da linha amarela?
Então, outro dia, eu fui para uma cidade, e precisei fazer umas baldeações, e quando cheguei ali, na Faria Lima, levei um baita susto! O metrô tava todinho diferente, do que eu estava acostumada a ver. Câmeras espalhadas por todos os lugares! Me senti espionada! Aff, pra que isso meu Deus!
Então, parecia que eu tava num outro planeta, tamanho era o luxo do lugar, (ainda bem que eu tava meio arrumadinha, as vezes eu me visto parecendo uma doida!) kkkkk Imagine, euzinha fazendeira Li, deixando minha caminhonete de lado, para entrar num metro!
Quando cheguei  lá para pegar o tal do metrô, logo estacionou um, mas quem foi que disse que me atrevi a entrar dentro dele?! Oras, na Faria Lima, para quem ainda não sabe, ou para as pessoas que nunca pegaram um metro na vida, tem uma parede, que parece o trem que ta parado nela! LINDO! ESPETACULAR! Mas como a linha é nova precisava ter certeza da direção que eu iria pegar, e onde eu iria descer!
Então, perguntei a um moço lindo as informações, para onde eu queria ir, e por coincidência, era a primeira vez do homem ali também! kkk Mundo pequeno!
Então, já começando a ficar com medo, tratei logo de me informar com outro lindo moço, que de fato era tanto simpático, agradável e lindo.
E nesse lero, lero, ele me informou que no metrô Faria Lima era o único que tinha aquele painel, que parecia que o metrô estava estacionado... aff achei aquilo um estouro! Bárbaro! Para prevenir as pessoas, que costumam se suicidar nos metrôs, achei de extrema prevenção! E para o horário de pique que temos nos metrôs em SP, de extrema segurança, conforto, beleza e tudo o mais que se pode dizer!
Mas com as informações seguintes , confesso amigos.... gelei!
O moço continuou dizendo-me que o metrô era diferente em muitos aspectos, havia apenas um vagão, ou seja quem entrar, não importa em qual vagão, anda em todos eles! E mais! Uma máquina dirigia o tal do metrô linha amarela!
Dai olhei em volta, vi o tal do trem parar, uma porta se abrir, e depois a outra, e logo pensei, "se essa máquina da um pane, o metrô vai parar! Máquinas quebram... mas e o povo que vão ta la dentro?! Quem pode prevenir suas ações?! suas reações diante de um pânico?!"  Eu mesma fiquei em pânico, quando soube que uma máquina é responsável pela linha amarela. Um luxo tudo aquilo na minha opinião, só tem isso de errado, pois um maquinista poderia estar presente, nesse trem, para um eventual problema. Imagine o povo dentro do metrô com problemas, todos os demais trens irão paralisar, até que seja resolvido a situação, mas, imagine se até as estações estão travadas! É uma baita PRISÃO!
Que da medinho dá! Mundo moderno, mas sinceramente o homem é que conserta as máquinas, nós que devemos estar no controle não as máquinas em nosso lugar! Parece que tem gente que, sinceramente, perdeu o parafuso.... mais que eu!




Era final de sexta feira, por volta do por do sol, quando a fazendeira Li, que tinha acabado de sair do estábulo, que começou aquela ventania. As folhas voavam por todo lugar, o telhado do chiqueiro começou a dar sinal, que tava na hora de concertos, as janelas da casa grande, balançavam, e de repente estrondaram!
-Nossa fazendeira Li! Que ventania é essa?! - perguntou o Seu Niko, capaz da fazenda há 15 anos.
-Não sei amigo! Mas pelo visto vai cair aquele toró logo logo! E o chiqueiro que mandei arrumar, não foi concertado a a tempo! Coitados dos meus porquinhos, vão se molhar!
-É, me desculpa fazendeira, mas tivemos muito trabalho com o curral esses dias, e não foi possível fazer aqueles concertos do chiqueiro!
-Tudo bem amigo! Tomara que não haja maiores estragos! A chuva vem vindo!
Mas, apesar do bom humor e da profunda esperança de nossa fazendeira, as coisas não ficaram nada bem naquele fim de tarde. Antes que a janta fosse posta, desabou um pé d'água que parecia que o mundo ia se acabar! tão forte, que eles nunca tinham visto! Os raios começaram a aparecer, os estrondos dos trovões sacudiam a fazenda, assustando a bicharada.
O galinheiro era um cacarejo tão grande, que se ouvia nos fundos da casa grande! Os estábulos os garanhões tão mansos começaram a ficar agitados, relinchavam com tanto medo, que parecia que um desastre ia acontecer. O chiqueiro, os porquinhos filhotes queriam sair pra brincar na lam, tudo era festa para os pequenos, e seus pais, agitados brigavam com eles, sem sucesso, quando de repente, um pedaço da montanha desabou próximo ao lago dos patos, assustando a bicharada da fazenda!
-Socorro! Socorro! Diziam eles desesperados!
Debaixo da chuva, fazendeira Li e todos os capatazes saíram para acudir a bicharada! Mas a chuva de tão forte, estava começando a mostrar sua força, inundou o vale onde os hipopótamos dormiam, a plantação fora destruída por causa das águas que cada vez mais aumentava.
O esquadrão do resgate sobrevoava quando um filhote do azulão estava preso, quase se afogando na correnteza da chuva, o pessoal conseguiu salva-lo, mas infelizmente o Pai azul mion, fora levado pelas águas. Todos estavam transtornados! Cada vez mais a chuva aumentava e o desastre era tanto que metade da casa grande fora invadida pelas águas!
No dia seguinte, quando as águas das chuvas baixara, poucos foram os animais encontrados com vida na fazenda da LI. Uma tristeza tão grande!
Mas incrivelmente, quando a limpeza fora feita na fazenda, e as coisas voltaram ao normal, muitos filhotes de passarinhos nasceram, dando esperança de um dia melhor.
A fazendeira Li, lembrava da ajuda que recebera, com uma profunda alegria, decidira então realizar uma festa em comemoração aos bons amigos que nas horas mais difíceis dão uma mãozinha e vem nos acudir!
E quando todos os vizinhos e amigos receberam o convite da fazendeira Li, se alegraram, embora a tristeza fosse geral, a vida continuava, melhor arregaçar as mangas e erguer a cabeça para poder sobreviver! 
Afinal de contas, após um dia terrível de tempestade, sempre vem a bonança!

Fazendeira Li.


Era um domingo alegre, a fazendeira Li levantou cedo de sua cama. Jogou as cobertas pro lado e num pulo já tava cantarolando! " A festa!" Pensou a fazendeira Li. E logo que terminou seus afazeres, começou a se aprontar, mas percebeu que precisava dar uma melhorada no seu visual, "afinal de contas esses pelinhos na sombrancelhas não podem ficar aparecendo!" Pensava a fazendeira Li, se olhando no espelho. Quando foi pegar sua pinça, logo de cara encontrou uma pena... 
        -Danada da peluda me paga! _ exclamou a fazendeira percebendo quem havia pegado sua pinça.
Logo, foi no galinheiro, e chamando "amorosamente a peluda" , mas doida pra lhe dar uma sovazinha, teve calma.
-Oi fazendeira Li, tá bonita hoje!
- Sem lero lero peluda, me devolve a pinça por favor, eu preciso terminar de me arrumar.
-Que pinça?! 
-A que você pegou, na minha mesinha peluda, anda deixa de conversa, que to muito apressada!
-Ah! Eu peguei para poder tirar uma pena encravada das minhas asas! Mas fazendeira Li, na hora que tava tirando, o galo de ouro, aquele metido, entrou, me empurrou e eu acabei caindo, e infelizmente sua pinça .... quebrou.
-Ah não! E agora?! Vou ter de ir na cidade buscar!
Saindo apressada, a fazendeira Li ligou sua caminhonete amarela, e dirigindo-se para a primeira farmácia da cidade mais próxima, foi comprar sua pinça. Não demorou mais que 3 horas. "-Ainda dá tempo de me arrumar, só daqui mais 3 horas começa a festa mesmo!" Pensava a fazendeira enquanto voltava.
Quando chegou na fazenda, levou um baita susto.
"quem é aquele doido?!" Perguntou pra si mesma a fazendeira Li ao avistar um homem retirando suas coisas de dentro da fazenda, e pondo num caminhão.
-Ei! o que ta acontecendo aqui?! _Berrou a fazendeira Li.
O homem começou a gritar com ela. 
- Sua fazendeira de meia tigela! Sua descarada! Tá pensando que sou burro? Você vai ter de sair hoje mesmo dessa fazenda! Ela me pertence!
-Que?! De onde você tirou isso seu maluco?! Saia já de minha fazenda!
Naquele momento, toda a bicharada apareceu, e a gritaria se formou geral. O homem jogava a cama da fazendeira no chão, os livros, o computador, tudo que tinha na fazenda estava do lado de fora, jogados no chão!
-Chamem a polícia! Esse doido invadiu minha fazenda e está me expulsando dela!! SOCORROOOO!!
A bicharada não conseguia entender nada.
quando a polícia chegou, o homem foi algemado e levado pra dentro da fazenda enquanto que a policial Regina, acalmava a fazendeira do lado de fora, mas,. quando o policial voltou disse pra sua colega...
-Teremos de levar a fazendeira Li daqui, ela está em propriedade errada. _ disse o guarda Belo, tristonho.
- Como assim?! Do que vocês estão falando?!
-Fazendeira Li, esse homem, tem os documentos de um testamento, que seu avó deixou para ele, há cerca de 35 anos! Vocês terão de entrar num acordo. Sugiro que os dois fiquem na casa, até que tudo seja esclarecido pelo juíz. Ou então, você se retira daqui até que você ganhe a causa.
-Que isso! Não pode ser!!! Essa fazenda é minha!
-Melhor você se acalmar Li... _disse o guarda preocupado.
E desta forma a fazendeira Li foi para num celeiro, sem portas, sem janelas, sem tranca, todo sujo das fezes dos animais... O sol já tava se pondo, quando nem um café a fazendeira Li conseguiu tomar. Chorava tanto, que suas lágrimas enchia um balde.
No dia seguinte, mais animada, procurou um advogado, e com a ajuda dele, pode enfim ter calma. "pensava ela".
Ao retornar para sua fazenda, o celeiro onde ela se encontrava fora invadido por lobos! Suas coisas não estavam mais em segurança. Todos acudiram a fazendeira Li, e com a chegada do advogado, o tal Zê Mané, teve de recolocar a fazendeira Li de volta dentro da fazenda, e ele é que teve de ficar de hóspedes naquela fazenda!
-Ufa! Até que enfim! 
5 semanas após aquele episódio, o Zê Mané, mais uma vez aprontou com a fazendeira Li. Quando ela voltava da plantação, o tal do Zê disse para todos da vizinhança que ela estava contrabandeando na fazenda, porque havia encontrado algo suspeito perto da garagem.
A confusão estava armada mais uma vez. O ZÊ trancou a fazendeira Li dentro da casa grande, gritando bem alto para todos da vizinhança que ela estava contrabandeando, quando a mãe da fazendeira chegou, conseguiu abrir a porta, a fazendeira saiu correndo, mas o Zê pegou um pedaço de pau e deu 2 pauladas na cabeça da fazendeira Li.
Quase desmaiando com aquela agressão toda, a fazendeira só pensava em sumir dali. Fugiu para uma fazenda amiga, onde permaneceu por 3 semanas, até que a confusão fora esclarecida.
Dois fazendeiros estranhos, que começaram a trabalhar na vizinhança, sabendo como a fazendeira Li era querida, entrou em sua fazenda de noite e deixou seu contrabando escondido, quando voltou para pegar seus pertences encontrou o galo de ouro e o listrado vigiando a fazenda que acionaram o alarme e ele foi pego em flagrante!
Dessa forma nossa amada fazendeira Li pode sossegar e voltar a sua fazenda em paz!

Fazendeira Li.



Quando a fazendeira Li, terminou seus afazeres, lembrou que tinha de fazer um delicioso bolo de cenoura, então, foi na horta, nos fundos da cozinha, e colheu algumas fresquinhas, passou pelo galinheiro, e alegrou-se em ver a alegria do galinácio, aproveitou e pegou um dúzia de ovos que a galinha de bronze acabara de botar, "para o bolo de cenoura, esse era o melhor", então quando estava prestes a entrar no curral, reparou que algo estava errado....
-Cadê a danada da Mimosa?!
Pensou a fazendeira, já preocupada, olhando pela janela, tentando ver o pasto, nada de mimosa, 
-Onde aquela vaca maluca se enfiou?! Que mamãe mais desnaturada essa mimosa! Deixa eu encontrar com ela!
Mas, após deixar os ingredientes colhidos na cozinha, saiu para procurar mimosa, não encontrou, tocou o sino em sinal de alerta aos peões que trabalhavam na fazenda, e reuniu todos em volta do poço.
- Atenção amigos, a mimosa ta sumida! E temos de acha-la porque o bezerro tá pra nascer!
Então todos saíram a procura da vaca. Quando foi chegando no entardecer, uma abelhinha cantarolando, em volta das margaridas da janela da fazendeira Li, ouve a conversa da fazendeira ao telefone com os guardas locais, e começa a rodear a fazendeira para ajudar na busca.
-Fazendeira Li? Eu vou formar um batalhão de abelhas e vamos achar a mimosa, ela deve estar por perto!
-Obrigada belinha, sua ajuda será bem vinda!
Passeando aqui e ali, quase que a belinha esquece do que foi fazer, quando por detrás de uma moita ouve um som muito fraquinho... O que seria aquilo?
-Mmmmmm mmmm mmm
-Tem alguém aí? -Pergunta assustada a Belinha que toda medrosa começa a tremer toda.
Mas nada de resposta, curiosa, ela voa até a fazendeira Li, que logo vem ao encontro da Belinha, para espanto da fazendeira é a mimosa que caíra num buraco de 8 metros!
Chamando o resgate, não demora para que mimosa seja salva, toda aflita mimosa começa a mugir:
- Ainda bem que uma boa alma me ajudou! Não sabia quanto tempo mais ia aguentar! 
Todos ficaram felizes, mas assustaram-se, afinal de contas a Mimosa era a vaca mais famosa da fazenda, e toda dengosa e prestes a dar a luz!

Fazendeira Li.





 Quando anunciaram que a galinha peluda iria desfilar no 7 de setembro, a fazendeira Li, ficou toda feliz, levantou cedo de sua cama, nem bem acordara e já tava de pé! Cantarolando e acordando a bicharada, que roncava alto, ela nem se importou, adentrou o galinheiro, tirou a peluda da cama, "tadinha ela acabara de pegar no sono" e correu para levar a peluda pra tomar banho.  
A peluda meio sonolenta, nem percebia o que tava acontecendo, quando sentiu um jato d'água na cabeça, começou a cacarejar socorro! socorro! Então a fazendeira Li rindo alto continuava a dar banho na peluda. Quando de repente o galo listrado com pompa de doutor, entra pela sala e pergunta:
-Sabe que horas são madame?
A fazendeira Li leva um pequeno susto com o galo, mas responde sorrindo:
- São exatamente a hora de levar a peluda para o desfile! Ela tem de estar espetacular hoje! E você também listradinho vai logo se ajeitando ou quer um banho também?
O galo listrado quase perde a pose quando ouve falar de seu suposto banho e pigarreia e começa tudo de novo: 
-São 2 horas da manhã fazendeira Li! Porque essa agitação toda?!
A fazendeira cai na risada!
-Vocês do galinheiro são os únicos que não gostam de tomar banho e vão logo inventando historinhas né?
O galo listrado a ponto de perder a paciência, agita suas lindas penas, enquanto que a peluda desesperada cacareja com todo fôlego.
- Fazendeira Li, não estou contando historinha nenhuma, hoje ainda é terça feira, e agora é 2 e 10 da madrugada! Olhe seu relógio Li!
Quando a fazendeira ouviu aquilo, sentiu um arrepio subindo pelas pernas, mas nunca iria confessar isso para aquele metido galo listrado que se achava o doutor do pedaço!
- Ora, ora meu caro listrado! Estou apenas treinando para amanhã! Afinal de contas se temos de  fazer as coisas temos de fazer com muito treino, para que tudo saia BEM FEITO! Não concorda amiguinho? Afinal de contas, quantos jogadores ficam até tarde treinando para se saírem bem num jogo? Vocês não querem fazer nada feio, ou querem?
Por essa, o galo listrado não esperava! Ficando meio preocupado em que a fazendeira Li resolvesse fazer o treino com ele, saiu de mansinho, pensando "coitada da peluda, mas que seja ela e não eu!".

Fazendeira Li.





A linda Belinha chegou cedo nesse domingo, estava se enfeitando todinha, afinal de contas a Joaninha, Mariazinha, e até o Carlinhos, iriam aparecer para tomar banho de sol. (afinal de contas, esse vento gelado, que mais parece a geladeira do Polo Sul mmrmrmrmmr, na sombra da até arrepio na pele! ) Pensa a Belinha toda tristonha, olhando pela janela o lindo sol iluminando a fazenda.
7 de setembro está se aproximando e a galera da fazenda já estão se reunindo, se preparando para desfilar.
A euforia toma conta dos amiguinhos fazendeiros, afinal D.Pedro de la Rocha vai anunciar alguma coisa e a vizinhança estão em polvorosa!
"Seria a Independência dos fazendeiros?"
Belinha não se contém, pentea seus lindos cachos achocolatados, passa batom e amarra um lenço vermelho no pescoço. Pronto, festa à vista!
Bem na hora que Belinha fica pronta, seus amigos tocam o sininho, anunciando sua chegada... E todos felizes entram na charrete. "coitado do pangar´mané" fica escalado para levar o pessoal pra cidade, e os outros cavalos podem enfim curtir um fim de semana... (pensa enfurecido o Mané)
Na cidade, Belinha não acredita. Uma multidão invadiu as margens do riacho do Ipiranga, e todos com bandeiras ficam comemorando. "E olha que hoje é apenas domingo dia 4!"
Enquanto Belinha ficava encantada com a comemoração eis que Carlinhos sobe na mureta e quase cai no riacho. Opaaaa quase não, ele cai! Ele grita desesperado porque o peixe Chaolin apareceu, e seus dentes são enormes! Todos tentam ajuda Carlinhos, mas o peixe começa a rodeá-lo...
Enquanto isso, Belinha distraída com o beija flor, mal percebe a agitação da galera, e quando Joaninha grita perto dela, ela enfim percebe o que está acontecendo, disfarçadamente, retira sua capa e voa.... solta um pó mágico em cima de Carlinhos e ele aprende a nadar, e solta o pó mágico no peixe e o transforma num filhotinho. Todos ficam espantados, pois não entendem por que de repente aquilo tudo aconteceu!
Tudo que eles conseguem ver era uma abelhinha voando em volta de Carlinhos...


Fazendeira Li.

11 comentários:

  1. Que história....Quanta criatividade,fazendeira!!!
    To amando seu blog,parabéns!

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  2. Que a aventura amiga!!! Lagal. Bjosss

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  3. Amei tudo o que vi e o que liiiiii...
    Muita critividade e bom gosto.
    Parabéns

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  4. quem vai ler isso tudo?

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  5. Que maravilha!! Gostei das historias !!!Parabens Amiga fazendeira. bjs Duda RS

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  6. Que cantinho mais lindoooo...Li adorei miga. Vc realmente é D++++!!! Bjusss.

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  7. Fazendeira li boa noite,queria saber pq minhas porções de crescimento estao desaparecendo da minha cx de presentes,gostaria muito de uma resposta concreta....Eu tinha 280 e so tenho 189 agora...
    Aguardo resposta...

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    1. meu querido amigo rogerio.... se os teus presentes ficam na sua caixa por mais de 1 mes corre o risco de desaparecer da sua caixa... nao dura mais que 2/3 meses e somem os itens que ficam la na sua caixa... motivo... a caixa de presentes precisa ser esvaziada

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  8. Ola boa tarde,Flor Radiante gostaria de saber pq minhas mini granas sumiram eu tinha 25 e elas sumirão e meu saldo so aparece 0?

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    1. entre em contato com o suporte da Vostu, para que eles possam analizar seu problema
      suporte@vostu.com

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